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Back March 13th, 2007 Forward

Entrevista com o Pe. José Iborra. Ed. Ave Maria

 

 

Ave Maria: Pe. José, conte-nos um pouco de sua experiência missionária na Amazônia.

Os Missionários Claretianos estamos celebrando os vinte e cinco anos de nosso trabalho na Diocese de Guajará Mirim. Convidados pelo bispo diocesano, Dom Geraldo Verdier,  durante este tempo nos dedicamos preferentemente ao atendimento religioso e social da grande onda migratória que nas últimas décadas chegou a Rondônia, criando cidades novas e novos bairros nas cidades existentes. Assim criamos novas paróquias, construímos igrejas e centros de formação, formamos associações de agricultores. Assim, passei os primeiros anos dedicado a este povo procedente de todos os cantos do Brasil. A maioria era de  pequenos agricultores, que disputavam seu pedaço de chão nos projetos de colonização e em conflito com diversos fazendeiros. Nesta época o apoio da Comissão Pastoral da Terra foi muito importante. Mas na paróquia também tinha garimpeiros de ouro, na zona do Rio Madeira, comerciantes, e também muito madeireiro e pessoal trabalhando nas serrarias. Acuados pelos recém chegados, ficava o povo antigo da região, como algumas aldeias de indígenas Oro Wari (também conhecidos por pacáas novas), e alguns ribeirinhos.

 

Como é atualmente o seu trabalho na Pastoral Fluvial.

Estes últimos anos nós percebemos que os mais prejudicados pela desflorestação e pela destruição ambiental de Rondônia era o povo tradicional da região, os seringueiros, os indígenas e ribeirinhos. Eles têm ficado esquecidos e abandonados das autoridades e também muitas vezes, a pesar do amor da Diocese para com eles, até de nossa atenção pastoral. Com o apoio dos meus companheiros claretianos e do bispo da Diocese, Dom Geraldo, faz cinco anos comecei a dedicar-me ao atendimento religioso e social dos ribeirinhos do Rio Guaporé, acompanhando mais de perto o trabalho do CIMI. Viajando com um pequeno barco, formalmente eu atendo 600 km. deste rio amazônico, afluente do Mamoré (e este do Rio Madeira), que está na divisa do Brasil e Bolívia. São apenas vinte e duas pequenas comunidades, seja na Bolívia ou no Brasil, nas quais geralmente só tem acesso por água. Brasileiras ou bolivianas, a maioria destas comunidades são de origem indígena, e as outras de origem quilombola. Esporadicamente, também realizo a tradicional desobriga (visita anual) as comunidades indígenas e de seringueiros, dos Pacáas Novas, Cautário, e na Área Indígena de Rio Branco, todos afluentes dos rios Guaporé ou Mamoré. Outro aspecto importante do meu trabalho é o acompanhamento anual da Romaria e Festa do Senhor Divino Espírito Santo, e que hoje é a mais antiga tradição de Rondônia. Faz 114 anos que esta belíssima romaria fluvial percorre o Rio Guaporé, marcando a principal devoção popular da região.

 

Quais seriam as principais causas da crise ecológica atual?

Analisando as raízes profundas da desflorestação amazônica e da crise ecológica, a gente vai longe na reflexão. Estas causas implicam nossa forma de pensar, os valores que norteiam nossa vida e inclusive a nossa religiosidade e nossa ética. Muitos autores acham que a causa principal seria uma forma de viver e de pensar muito egoísta ou muito inconsciente.  Que leva a pessoa a viver como se não formasse parte da Natureza e de toda a Criação de Deus. Vivendo e agindo como se os recursos naturais estivessem todos a nossa disposição. Usando e abusando dos bens da Criação, como se eles não tivessem limite e jamais fossem acabar. Como cristãos, nós estamos chamados a zelar e cuidar da Criação que Deus deixou a nossos cuidados, vivendo o nosso compromisso pela Vida por nossos irmãos mais sofridos, incluindo todas as formas de vida e de ser, todas as criaturas que também são nossas irmãs, e das quais, ao final, depende também todo o nosso entorno vital, o meio ambiente, os ecossistemas, sem os quais também não seria possível a vida humana sobre a Terra.

 

Como o Sr. vê o movimento ecologista, hoje?

O movimento ecologista tem sido uma voz profética para nosso mundo e para nossa Igreja, não sem contradições e limites. Porém ele representa um dos grandes “sinais dos tempos” de hoje, que Deus mesmo tem inspirado, renovando a consciência do nosso mundo e de nossa Igreja. Ele tem ajudado a resgatar a responsabilidade humana diante do meio ambiente, da Integridade da Criação. O movimento ecologista apresenta uma temática nova para o olhar tradicional da moral da igreja: Quem poucos anos antes ia dizer que se chovia ou não chovia dependia de nós mesmos, de nossa atuação humana? Quem até faz pouco, tinha ouvido falar de “pecados ecológicos”? Hoje descobrimos as bandeiras do movimento ecologista interpelando nossas práticas e nossa moral, com uma temática profundamente ética, íntimamente relacionada com a opção evangélica pelos pobres,  pela problemática pela Paz e pela Justiça em nosso mundo. Como Igreja, nós não comungamos com muitas propostas de controle de população, e somos críticos com alguns setores mais radicais do movimento ecologista. Porém a preocupação pelo meio ambiente representa atualmente uma grande plataforma, pluralista e multiforme, de luta pela superação dos estigmas causados à Natureza e à Vida do Planeta. Hoje a Criação sofre pela atuação do ser humano, provocando danos à Natureza e aos setores mais frágeis da própria humanidade. Com o avanço descontrolado da técnica e do progresso, pela dinâmica duma economia de mercado e de consumo abandonada ao seu próprio dinamismo interno, podemos dizer que muitos elementos que provocam a destruição da natureza realmente não respondem a vontade de Deus. Assim o movimento ecologista facilita a renovação das estruturas de pecado e de morte que estão destruindo nosso mundo atual, e facilita o encontro e o diálogo com objetivos comuns de pessoas e de grupos procedentes de todas as ideologias e credos, preocupadas com o futuro da Terra. Esta é uma luta na qual como cristãos, chamados a trabalhar por construir o Reino de Deus, nos sentimos identificados em muitos aspectos vitais.

 

Fale-nos do seu livro: Como surgiu a idéia de escrevê-lo?

Depois de sete anos em Rondônia, com experiência das contradições e dos problemas vividos com a abertura de estradas, o caos social, os problemas da terra, a impunidade da destruição ambiental, o trabalho com associações de pequenos agricultores, e o confronto entre ambientalistas e os defensores do “progresso”... Eu vivia no dia a dia, com os problemas mais imediatos, e totalmente desbordado pelo serviço pastoral e social, com as preocupações da paróquia. Aí, minha congregação religiosa me ofereceu a oportunidade de alguns meses de estudo e reciclagem, e decidi dedicar este tempo a rever a realidade vivida, e a esclarecer par mim mesmo a situação que vivia, me perguntando o que tinha de errado na atuação e na teoria, na prática pastoral realizada até aquele momento. Assim centrei este estudo ao tema do meio ambiente, e descobri como a maior devastação ambiental tinha sido causada, especialmente por muitas pessoas desonestas e gananciosas. E como os grandes perdedores da destruição das florestas eram os pequenos, especialmente povos tradicionais da região: os indígenas, injustiçados, roubados, invadidos, abandonados; os seringueiros e os ribeirinhos. Quando, com novo destino na região, voltei ao trabalho missionário, pouco a pouco fui dedicando a esta minoria da população minha atenção preferencial. Aí descobri a presença marcante das comunidades quilombolas, até então praticamente desconhecida do Rio Guaporé. Percebi também que os próprios companheiros de trabalho e muitos dos agentes novatos (padres, irmãs, leigos missionários), que chegavam a nossa diocese, podiam se beneficiar da reflexão realizada e atualizada ao redor da situação ambiental. Por isso, os agentes de pastoral que trabalham na região e todas as pessoas interessadas em aprofundar a realidade amazônica, foram os destinatários que a gente tinha em mente na hora de escrever.

 

A foto que está na capa do livro é muito significativa. Em que ocasião o Sr. a tirou?

Esta é a foto duma queimada que (junto com a irmã Tereza Canossa , e o jovem vocacionado claretiano, Edvaldo) achamos em setembro de 2006, visitando uma linha de colonização de São Franciso do Guaporé. A gente estava substituindo o Pe. Francisco Trilla cmf, que com muitos mais anos de presença e de conhecimento da região, é o pároco da paróquia de São Francisco. Nós voltávamos de rezar missa numa das mais novas comunidades rurais criadas na paróquia, numa zona onde os colonos e fazendeiros estão ainda abrindo e desbravando (derrubando e queimando, é claro), avançando em direção ao Rio Guaporé. Infelizmente, eu estou vendo imagens como esta se repetindo nos catorze anos que estou morando em Rondônia. Dói no coração chegar todo ano nestas zonas onde a mata é roçada, derrubada e queimada. A situação é complexa e não podemos culpar somente aquelas pessoas que vivem (e muitas vezes sofrem violência e muitos acidentes) destas atividades de grilagem de terra, retirada de madeira, desmatamento, criação de pastos e de fazendas. Muitas vezes atrás tem situações pessoais de ganância e ambição, com certeza, porém também a realidade econômica e social injusta de nossa região, de nosso Brasil, e o contexto global de nosso mundo.

 

Como a Igreja deve se posicionar diante do problema da Amazônia?

A Igreja Amazônica cada vez está mais ciente e ativa da dramática situação ambiental, que não somente destrói as maravilhas da Criação em nossa região. Também prejudica diretamente os povos tradicionais e os pequenos agricultores. Por isso, a preocupação pelo meio ambiente é uma das prioridades do Plano de Pastoral de nossa Diocese de Guajará Mirim. Também entre os religiosos e religiosas da região é grande a preocupação, que tem dedicado muitos retiros e encontros a debater este tema. A Campanha da Fraternidade de 2004, sobre Fraternidade e Água, foi muito bem acolhida e trabalhada em nossas comunidades. Assim mesmo, a Campanha de Fraternidade deste ano tem colocado em todas as paróquias, comunidades e movimentos do Brasil a realidade de nossa região amazônica, que ainda hoje desafia a Igreja a continuar dando respostas mais engajadas e evangélicas à construção do Reino em nosso chão, nesta Amazônia continental. A final, a nossa situação depende em grande parte da forma como o Brasil está tratando esta parte da nação, que é a região amazônica; e também a resposta que a igreja brasileira vai dar a este desafio, a esta responsabilidade e missão que temos pela frente na Amazônia.

 

E nós como podemos ajudar?

Mesmo sendo uma área territorial que abrange quase 60% do território nacional, os moradores da Amazônia somos minoria no Brasil. As políticas públicas implementadas em nossa região muitas vezes dependem dos votos e dos políticos eleitos em todo o país. Em quanto dominar, por exemplo, no Parlamento brasileiro o grupo ruralista, jamais vai acontecer uma verdadeira reforma agrária. Os desempregados e sem-terra de todo o Brasil vão continuar sendo tentados para optar pela colonização e ocupação da Amazônia, como uma chance de sair da exploração, dos conflitos e da miséria. Enquanto não sejam exigidas garantias ambientais diante da abertura de estradas ou da construção de hidroelétricas, da expansão da pecuária, da exploração da madeira e do agronegócio, que cresce a custa da derrubada da floresta. Enquanto estas atividades negativas para o meio ambiente beneficiar somente aos empresários, e todos termos que pagar a fatura ecológica, os efeitos da mudança do clima. Enquanto prejudicar especialmente os povos tradicionais, como os indígenas e quilombolas, e enquanto eles continuarem sendo considerados apenas “entraves do progresso”. Enquanto eles continuarem sendo impedidos de desenvolver sua própria identidade e cultura, de nos oferecer sua sabedoria e o progresso sustentável que eles vem vivendo e mantendo durante gerações... Amazônia precisa de nossa militância nas causas populares, e para nos manter e nos atualizar, precisamos também escolher e procurar uma informação real do que está acontecendo no país, um conhecimento mais aprimorado e menos manipulado das situações. Também temos uma imensa força em nossa vida cotidiana e em nossas opções de consumo. Não somente estamos votando a cada dois anos, no dia das eleições. Estamos exercendo nossa cidadania, nosso “direito ao voto” e nossa escolha cada vez que entramos num supermercado, numa loja e exercemos nossa liberdade de comprar este produto, e não outro duma empresa que sabemos que contamina, que desmata, que oferece produtos sem garantia ou que não tem uma responsabilidade social. A força do nosso consumo é muito maior do que nós imaginamos. E no fundo, o problema de meio ambiente é problema de excesso de consumo das regiões e países “mais desenvolvidos”, aqueles que só conseguem viver com grande despesa de energia e de combustível, com muito consumo de carne, com muito produto descartável e com muito lixo. Às vezes até com muito luxo e desprezo pelos mais pobres, pelos que vivem sem tantas necessidades, com muita mais simplicidade, e até com mais fé e dignidade que nós. 

 

El Fòrum de Debats organitza per a aquest divendres,
16 de març, una conferència amb el títol de "Repressió, silenci, memòria
i salut mental" (Efectes psicològics de la guerra del 36 i de la
postguerra en la subjectivitat dels ciutadans de Catalunya durant tres
generacions). Anirà a càrrec d'Anna Miñarro i de Teresa Morandi,
psicòlogues clíniques, psicoanalistes i supervisores institucionals, i
tindrà lloc al Museu de l'Art de la Pell de Vic a les 8 del vespre. Com
sempre, anirà seguida de col·loqui.

   Anna Miñarro i Teresa Morandi són les directores d'un Projecte de
Recerca endegat des de la Fundació Congrés Català de Salut Mental i que
compta amb diverses col·laboracions. Aquesta recerca vol analitzar els
períodes traumàtics que marquen un punt d'inflexió en la vida dels
pobles i les persones per la seva magnitud i la seva extensió. Se
centren en el cas de les repercussions de la guerra del 36 i la
postguerra perquè, fins ara, no s'ha començat a poder treballar en la
qüestió com a conseqüència del pacte no escrit entre els partits que van
liderar la transició poíitica espanyola per silenciar la història.

   L'exposició es basarà en donar eines de coneixement, i
reconeixement, de les conseqüències psicològiques d'aquells fets en la
salut de les persones i de la societat tant si s'han manifestat en el
cos (físiques), en la relació amb els altres (socials), en relació amb
la participació i actuació política o en malestars psíquics (ansietat,
pors, inhibició afectiva, vivències de culpa, depressió, dols no
resolts, etc.) Es farà especial èmfasi en el silenci i en l'oblit (i
també al silenci induït) durant tres generacions.

   Les conferenciants volen, doncs, aportar elements per a un treball
de reconeixement, i reparació, que tingui efectes de vida i no de mort,
en el teixit social, és a dir, en les relacions entre els humans.



 
 
HAN DESALLOTJAT EL CENTRE SOCIAL OKUPAT KAN LLIMONA



Avui dimarts 13 de març a les 6:30 un desplegament de 4 furgones d'antidisturbis dels Mossos d'Esquadra han entrat per la força al CSO Kan Llimona després de tres setmanes d'haver alliberat l'espai. Minuts després ja s'havia concentrat un grup de gent fora la casa fent visible la indignació pel què suposa perdre l'únic Centre Social Okupat per joves de Sant Andreu. Han retingut les cinc persones que es trobaven a dins mentres escorcollaven la casa i de pas destrossaven alguns objectes personals. La presència policial bloquejava el carrer Coroleu amb un cordó d'antidisturbis que ha espantat a més d'un veí i veïna. Amb la seva actitut prepotent i fent una demostració de poder han arribat a provocar tensió quan han estat a punt d'envestir la gent concentrada amb una furgona. Han actuat en tot moment sense la presència de cap secretari judicial i sense presentar-nos l'ordre judicial per escrit.
Durant aquestes tres setmanes de vida, s'estava treballant amb moltes ganes i il·lusió per construir un espai de trobada, participació i reivindicació per la gent de Sant Andreu. Tallers, cinema amb sopar, espectacles, matinal infantil i xocolatada, jornades de portes obertes per a tothom que ens volgués conèixer, habilitació de l'espai i pintada d'un mural són algunes de les activitats que s'han dut a terme a Kan Llimona.
La bona resposta per part dels veïns i veïnes del barri evidencia un cop més la falta d'espais com aquest on desenvolupar activitats de vida social no lligades a la cultura consumista i mercantilitzada imposada pel sistema i les institucions que el representen.
Per tot això, pel monopoli immobiliari que s'enriqueix amb la destrucció dels barris i pel desinterès per part de l'Ajuntament cap a les iniciatives populars, que no encaixen dins la seva perspectiva especuIativa; la lluita continua! Aquest desallotjament no ens farà renunciar a seguir alliberant espais.
SI LA REPRESSIÓ NO S'ATURA, NOSALTRES TAMPOC! SANT ANDREU ÉS I SERÀ PER LA CULTURA POPULAR!

CONCENTRACIÓ AVUI A LES 8 A PL. ORFILA ST. ANDREU (L1) 

Un centenar d'okupes protesten a Barcelona per dos desallotjaments a Gràcia i Sant Andreu
13/03/2007 21:42



BARCELONA, 13 (EUROPA PRESS)

Un centenar de persones del col·lectiu ocupa han protestat aquesta tarda a Barcelona per dos desallotjaments avui a la ciutat, en els barris de Gràcia i Sant Andreu.

Prop de de les 18 hores unes 80 persones s'han concentrat a la plaça del Diamant, a Gràcia, on aquest migdia han desallotjat una antiga escola que portava tres dies ocupada i que estava situada al número 6 del carrer Milà i Fontanals.

Dues hores després, a la plaça de l'Orfila, a Sant Andreu, han manifestat el seu rebuig als desallotjaments una vintena de persones, després que a primera hora d'aquest matí fessin fora els ocupes de dues petites cases situades en els números 56 i 58 del carrer Coroleu.

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